06
AGO
2019

VII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS ANTIGOS

Releituras da Filosofia Antiga na Patrística.

A sétima edição do Simpósio Internacional de Estudos Atigos, evento realizado a cada dois anos pelo grupo de pesquisa em Filosofia Antiga da UFMG, tem por objetivo contemplar uma área dos estudos antigos ainda pouco desenvolvida no Brasil fora do âmbito estritamente teológico, a Patrística.

  Os pensadores dos primeiros séculos do cristianismo – os apologistas e os denominados padres da Igreja – fizeram uma ampla e profunda apropriação dos autores gregos que liam, comentavam e discutiam. Mas isso não é substancialmente diferente daquilo que, por exemplo, os próprios pensadores da Antiguidade Clássica, como é o caso de Platão e Aristóteles, para citar apenas este exemplo, fizeram em relação aos pensadores que lhes antecederam. 

   Toda a história da filosofia pode ser entendida como uma série de releituras e adaptações de ideias anteriores, e é nessa perspectiva que gostaríamos de propor a discussão de como os pensadores cristãos desde os primeiros apologistas até o século VII (com João Damasceno no Ocidente) ou o século VIII (com Gregório de Nissa no Oriente) liam, estudavam e reciclavam os filósofos da Antiguidade não cristã e seus conceitos.

     Foi justamente a partir desse confronto inicial entre o mundo grego não cristão e a religião cristã emergente que novas ideias e conceitos centrais para a compreensão da cultura ocidental, e mais especificamente para a filosofia ocidental, surgiram, se desenvolveram e foram sendo incorporados nesse longo elo de conversação filosófica que constitui a filosofia ocidental. 

    A influência do mundo grego nos pensadores cristãos dos primeiros séculos de nossa era foi imensa. Partindo dos mitos gregos, e passando pelos pré-socráticos, pelos sofistas e por Sócrates, por Platão e Aristóteles, pelos estoicos e pelos cínicos, evidentemente, por todos os autores neoplatônicos, todos esses autores e correntes de pensamento da Antiguidade foram resignificados e lidos em um imaginário cristão. Imaginário este que tentou, na maior parte das vezes, compatibilizar ou, em alguns casos, separar definitivamente as cidades que simbolicamente representam os polos mesmos de nossa civilização ocidental, Atenas e Jerusalém. 

Organização:

Prof. Fernando Rey Puente 

Profa. Miriam Campolina Diniz PeixotoProf. 

Mais informações no link abaixo: https://presocraticstudies.wixsite.com/viisiea?fbclid=IwAR0eqzUo4jKgXUxViPMWBN7lW4D9DXtlG_7fhbVZRcALRIFpPdqTP7pJ3kI

Esmerino de Lima é graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Integrante do grupo de pesquisa Cidadania e Políticas Públicas, do Instituto de Ciências Sociais (ICS/Ufal).

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